julho 21, 2012

Dose tripla de chocolate

Não importa o quão velho ou novo você seja, com certeza alguma vez na vida já ouviu falar sobre A Fantástica Fábrica de Chocolate, e mais precisamente, no Willy Wonka. Pode tomar até como referência a página lá super agradável (só que não) do Facebook, mas que não me venha comparar a ironia daquele Wonka falsificado com o original, pelamor.

Bom, conhecer, saber que existe, não é a mesma coisa de ser familiarizado com a história chocolatícia, não é? Mesmo que a maioria conheça, farei um resuminho maroto, só para situar:

No mundo criado por Roald Dahl (autor dessa obra quase comestível), lá pelo ano de 1964, Willy Wonka era o mestre mor dos chocolates. Sabia fazer os doces mais estranhos e bizarros e deliciosos que qualquer um. Por isso, tinha uma concorrência digna de dar uns tapas na cara e mandar para longe, devido a grande inveja. Um dia, alguém se infiltra na fábrica e rouba uma receita. Wonka, com medo de uma possível ruína, fecha a fábrica e põe todo mundo pra rua. Depois de um certo tempo, a fumaça da chaminé volta a colorir o céu de cinza e sombras pequenas começam a se mexer lá dentro, mostrando que tudo voltou à tona. Mas ninguém nunca mais foi visto, nem empregados, nem o dono. Aí, para terminar com esse mistério todo, Willy Wonka decide premiar os cinco felizardos que encontrarem um cupom dourado numa barra de chocolate – que se encontram em qualquer lugar do mundo – como passaporte para conhecer A Fantástica Fábrica de Chocolate Wonka.

Sete anos depois, o livro de Dahl teve sua adaptação para o cinema. Talvez o número sete tenha dado um pouco de azar nesse caso, porque o filme não foi lá aquelas coisas. Na verdade, essa versão Disney de 1971 deixou muito a desejar, mesmo. Me lembro de ter visto quando era pequena, mas bem pequena mesmo, então minhas memórias sobre o filme eram boas (porque não me lembrava de muitas coisas além da cara de felicidade do menino Charlie Bucket ao descobrir o cupom dourado). Esses dias então decidi rever e notei várias coisas. 

1) No livro, Charlie Bucket (que é tão importante no livro quanto Willy Wonka *cofcof*) tem o pai e tem a mãe. No filme de 71, o pai do menino simplesmente some, nem dando explicação se morreu, se fugiu, se um dia existiu. Sabe, eu entendo que às vezes o roteiro pra cinema/televisão tenha que ser modificado por questão de entendimento do público, ou como poderia ter sido a desculpa no filme, de ser um filme mais antigo e não ter recursos na época. Mas poxa, matar o pai do menino, sem mais nem menos, não tem por que, né? E o papel do pai no filme poderia ser interpretado por qualquer um que soubesse decorar duas falas no máximo.

2) Ah, Willy Wonka. Coisa mais sem graça impossível. Se eu fosse uma daquelas crianças “sortudas” de terem achado o bilhete premiado enquanto se empanturravam de chocolate, ao descobrir como seria o Wonka que me acompanharia pela fábrica eu daria um passo para trás e me recusaria de atravessar o portão. Sério mesmo.  Cabelo desarrumado, olhar longe, cara de psicopata. Assim era o dono da fábrica mais awesome do mundo. Como podem ter feito isso com Wonka? Tá certo que também no livro é notável que o personagem seja excêntrico, mas nada se refere a parecer idiota e dar medo nas criancinhas.


Também posso citar o fato de não aparecer a origem dos Oompa loompas ou então o palácio de chocolate que não foi mencionado. Mas chega de esculachar. São coisas que não tem muita relevância se não leu o livro, ou para história em geral mesmo. Segundo boatos (li na Wikipedia, rs), o autor do livro, Roald Dahl, odiou tanto essa versão do cinema que não liberou os direitos autorais da continuação da história, que seria “Charlie and the Great Glass Elevator”, nem que fizessem mais adaptações de suas obras. O segundo filme só foi possível ser feito porque a então viúva do escritor permitiu.

E ainda bem que permitiu né? Em 2005 Tim Burton junto com seu fiel ator Johnny Depp fizeram uma ótima adaptação, a meu ver. Não sou especialista de cinema nem nada, na verdade bem longe disso, mas posso dizer de peito estufado que o segundo filme é terrivelmente melhor. Posso até arriscar que Burton soube dar uma vida ao livro que talvez nunca fosse ser notada. O Willy Wonka de agora ainda é excêntrico, com suas esquisitices e jeitos estranhos. Porém, de uma forma genial. Wonka não é mais um tiozão de meia-idade dentro de uma fábrica. Agora ele tem personalidade, tem cor e não põe medo nas criancinhas – talvez um pouco – mas, desperta a curiosidade. Sabe o que é poder acompanhar um filme com o livro aberto na frente? A fidelidade à história original foi incrível, sendo só o diferencial o acréscimo sobre a origem do Willy Wonka, que também achei genial (deu mais sentido à loucura do candymaker de plantão).


É válido ver o filme de 71 mais por cultura, para saber como eram feitas as coisas e também poder ver a inscrição “Technicolor, Inc.”, de quando ainda era novidade a tecnologia de cores nos filmes, rs. Recomendo que leia também o livro, que deve se encontrar em qualquer biblioteca por aí (revire a biblioteca da sua escola, deve ter). E não deixe de ver a belezura do Depp na pele do Wonka, se é que já não viu. É uma pena a primeira versão não ter dado muito certo, mas temos a segunda para recompensar e nos deixar com água na boca babando por um rio de chocolate.

10 comentários:

Kivia Nascentes disse...

Primeiro: que blog divo é esse? Muito maravilhoso! Amei!

Eu assisti as duas versões e nunca gostei muito da história, tanto que nunca me interessei pelo livro. Sou fã do Tim Burton e é meu diretor favorito, mas esse filme em especial nunca me agradou, mesmo o antigo que vi mil vezes por que ele vivia passando na sessão da tarde me dá um sensação estranha.

adorei o blog
bom fim de semana, beijos (:

Giu Caires disse...

Oi, eu sei que é meio estranho comentar no próprio blog, mas vou comentar mesmo assim xD Eu adorei esse post! Bom, primeiro: eu não sabia que tinha livro desse filme! Sério, que falta de cultura a minha D: Mas agora fiquei super curiosa e vou ver se tem na biblioteca (se é que eu posso chamar de biblioteca aquelas estantes pobrinhas da escola) da escola :D
Em relação aos filmes, eu já tinha assistido aos dois, e eu gostava mais do primeiro porque acontecia algumas coisas nele que não acontecia no segundo, mas meu coração está divido entre os dois. (mas acho que prefiro o mais novo, é).
Vou repetir, ADOREI o post! E agora tô doida por um chocolate.

Mareska disse...

Nossa, eu amo a primeira versão do filme, já perdi as contas de quantas vezes assisti! E adoro a do Tim Burton também... mas nunca li o livro!

Clara Beatriz disse...

Eu já vi a versão do Tim Burton. Ele e o Johnny trabalhando juntos são geniais. Eu nunca li o livro, e espero que se eu ler um dia, goste.
maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br

Crazy For Books disse...

Nossa...Nossa...

Adorei o seu blog e, principalmente sua resenha. Ficou Show! Estarei sempre por aqui!

Beijos Beijos

Lanny
http://leituraeoutrostantos.blogspot.com

Fernanda Brandão disse...

Nunca vi a primeira versão, só a do Tim Burton, mas vou arrumar um tempinho para assistir. Também não li o livro, o que é uma pena :/ Parece ser legal.

Bezo,
Fernanda

http://thebutterbeer.blogspot.com

Kemily disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Djéssica disse...

Assisti o filme antigo na tv a uns bons anos atras, ja nem lembro mais direito. O novo assisti a quase 2 meses atras, e adorei xD
Queria muito visitar uma fabrica de chocolates assim hsuahsuh Sou louca por doces

Kemily disse...

Fui pega de surpresa, pois eu não sabia que esse filme tinha livro! A Fantástica Fábrica de Chocolate é um filme que você assiste várias vezes e ainda fica com vontade de ver de novo... Para todas as idades!
Adorei o post, Marina! Beijos,
http://sometimeluv.blogspot.com/

Thatah disse...


ja vi varias vezes o primeiro filme quando era criança, e gostava bastante! o novo ainda nao vi, mas ja que vce disse que é melhor vou correndo alugar HAHAHA

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